quinta-feira, 26 de junho de 2014

Esquizofrenia predispõe ao uso da Maconha




É possível que a predisposição genética de uma pessoa a ter esquizofrenia também aumente a chance de ela se tornar usuária de drogas – especificamente de maconha. É o que concluiu um estudo britânico publicado na última terça-feira (24/06/2014) e veiculado na Revista Veja.


Segundo a Revista “... trabalhos anteriores já haviam identificado uma relação entre o transtorno psiquiátrico e o uso da droga. No entanto, eles indicavam que a maconha pode afetar o cérebro de modo a aumentar o risco de esquizofrenia”. Confira a reportagem completa clicando aqui. 



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sábado, 8 de março de 2014

A ONU EM FAVOR DA DESCRIMINALIZAÇÃO DO USO DE DROGAS




Pelo visto, parece que as únicas pessoas que vêem e reconhecem o uso de drogas entorpecentes e alucinógenas como um risco à saúde pública, à vida psicossocial do individuo e do grupo, e à família, são os familiares e os próprios dependentes químicos que lutam por uma recuperação.

Para estes, a descriminalização do uso de drogas traz em seu significado muito mais do que o discurso sensacionalista e ideológico dos grupos que, de forma organizada, engajada e global, militam pela liberação. Traz no bojo de suas conseqüências o medo como antecipação da angustia do familiar ou dependente ser obrigado ou obrigada a ver o drama da drogadicção consolidado por meio de lei.

Pois é isso o que acontece quando tal questão transforma-se pauta da agenda da ONU.

Em notícia publicada hoje no portal Folha, a ONU já elaborou um documento que apresentará na próxima semana em Viena sugerindo a descriminalização (que se diga: global) das drogas. Leia a notícia completa aqui.

Tal postura da ONU não é uma surpresa. A volumosa soma de milhões investidos por grupos e empresas em forma de doação à ONU para atingir determinado fim, também não deve ser. Foi assim no início do século XX quando a mesma situação acontecia em relação ao Tabagismo e ao alcoolismo nos países desenvolvidos. E os primeiros a lucrar estrondosamente foram os grupos e empresas que apoiaram o uso livre dessas drogas. Já, quem perdeu, foram as milhões de pessoas e famílias que acreditaram no discurso bem intencionado da época.

É preciso que as pessoas, familiares e seus adictos, continuem na luta e no esforço incansável e objetivo da recuperação, superação ou resiliência. Com força, fé, coragem e alegria. Assumindo suas capacidades e potenciais para a própria superação e recuperação. Não deixando-se envolver ou serem dominados por discursos ideológicos, políticos ou sensacionalistas. Mas, desenvolvendo e apoiando atitudes em favor da vida, saudável no ser humano como um todo. Em sua forma biológica, psíquica e social.





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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Maconha faz mal sim!




O atual liberalismo em torno do consumo da droga está em descompasso com as pesquisas médicas mais recentes. As seqüelas cerebrais são duradouras, sobretudo quando o uso se dá na adolescência. É o que afirma uma das mais abrangentes reportagens feita pela Revista Veja, em torno desse tema e que ocupa a reportagem especial da última edição da Revista (2293).

Conforme análise feita pela jornalista Adriana Dias Lopes: “Hoje ainda, até o final do dia, 1 milhão de brasileiros, terão fumado maconha. A maioria dessas pessoas está plenamente convencida de que a droga não faz mal. Elas conseguem trabalhar, estudar, namorar, dirigir, ler um livro, cuidar dos filhos... com uma naturalidade tal que nem parece ser um comportamento definido como crime pela lei brasileira”

No entanto, Adriana afirma que “Na contramão da liberalidade oficial, legal e até social com o uso da maconha, a ciência médica vem produzindo provas cada dia mais eloqüentes de que a fumaça da maconha faz muito mal a saúde (...) Aquele cartazes das marchas que afirmam que ‘maconha faz menos mal do que álcool e cigarro’ são frutos de percepções disseminadas por usuários, e não o resultado de pesquisas científicas incontrastáveis”.

Clique aqui, para acessar a versão digital contendo a reportagem completa. Para isso, desative seu bloqueador de pop-up do seu navegador e no portal do acervo digital, selecione o ano de 2012 e a edição do dia 31/10/12.


Abaixo, segue algumas imagens de alguns pontos de destaque da reportagem. Para ampliá-las, clique sobre a imagem. 














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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Estudos comprovam os danos causados pela maconha




O Portal da Educação publicou o resultado de uma pesquisa a qual mostra que a maconha causa danos ao cérebro. Um recente estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) analisou usuários de maconha e os danos que a droga pode causar no cérebro, principalmente para as pessoas que começaram a fumar cedo.

Para a realização da pesquisa, foram avaliados 173 usuários crônicos de maconha, comparados a um grupo de 55 pessoas não usuárias como forma de controle. Maria Alice Fontes, neuropsicóloga e autora da pesquisa, constatou que o grupo que consumia maconha teve maiores prejuízos fazendo a comparação com os não usuários. "O uso de drogas é prejudicial em qualquer fase da vida e, segundo este estudo, até mesmo as pessoas que já a abandonaram, continuam apresentando os efeitos que a droga pode causar", explica o enfermeiro e tutor do Portal Educação, Alisson Daniel. A pesquisa também mostrou que os problemas causados pela maconha são permanentes e acumulativos. Vale ressaltar que as pessoas avaliadas no estudo também se submeteram a testes após um período de abstinência.

Em outra importante pesquisa, realizada na Nova Zelândia e publicada no portal da BBC, foi constatado que um único cigarro de maconha pode causar aos pulmões os mesmos danos de cinco cigarros de tabaco.

O estudo, liderado por uma equipe do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia, analisou os efeitos provocados pela maconha e o tabaco em 339 voluntários. Os participantes foram divididos em quatro grupos: os que fumavam somente maconha, os que fumavam apenas tabaco, os usuários das duas substâncias e os não fumantes. Os cientistas, cuja pesquisa foi publicada na revista Thorax, realizaram radiografias pulmonares e testes de respiração com os voluntários para averiguar o tamanho dos danos causados aos pulmões.

Eles perceberam que a maconha tinha afetado diretamente o sistema respiratório, reduzindo o número de bronquíolos - responsáveis pelo transporte de oxigênio e toxinas para dentro e para fora das veias do pulmão – e prejudicando a função dos brônquios, obstruindo a entrada de ar e forçando o pulmão a trabalhar mais.


No entanto, há algumas correntes ideológicas que propõem o uso “moderado” da maconha, como uma alternativa ao vício e uma defesa à descriminalização do uso. Porém, já é comprovado cientificamente que mesmo o consumo moderado de maconha também causa danos no cérebro. É o que uma pesquisa publicada no portal Uol confirma, conforme transcrita abaixo.


Lembrar-se de informações simples do dia a dia e realizar atividades que demandem planejamento e gerenciamento nem sempre é fácil. Para usuários de maconha esse processo pode ser ainda mais complexo. A conclusão é da tese de doutorado da neuropsicóloga Maria Alice Fontes, do Laboratório de Neurociências Clínicas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A pesquisadora avaliou usuários crônicos de maconha com idade entre 18 e 55 anos. Ela separou os voluntários de acordo com o tempo de uso da droga: início precoce (antes dos 15 anos), início tardio, abstinentes há mais de sete dias e não usuários.


O estudo aponta os prejuízos gerados pela substância nas chamadas “funções executivas” do cérebro – que nos possibilitam processar e organizar novas informações recebidas diariamente e necessitam da memória operacional, da atenção sustentada, da inibição dos impulsos, da fluência verbal e do pensamento abstrato. Precisamos dessas habilidades, por exemplo, para calcular e resolver equações. Os danos causados pela maconha podem ser ainda mais graves se o uso começar antes dos 15 anos, de forma crônica, pois pode causar efeito tóxico e cumulativo da substância no cérebro ainda em desenvolvimento.

Maria Alice verificou que a utilização considerada leve (cerca de dois cigarros por dia), porém crônica, provoca déficits no armazenamento de informações e dificuldade de evocação da memória, mesmo após um tempo médio de 14 dias de abstinência. “É fundamental a avaliação neuropsicológica para prevenir danos e favorecer a aderência do tratamento dos dependentes químicos”, afirma a pesquisadora. Ela ressalta ainda que as perdas cognitivas também fazem com que o paciente tenha mais recaídas e desista do tratamento.

Portanto, não restam dúvidas de que o uso da maconha mesmo que em diferentes níveis, quantidades e objetivos, causam  danos irreversíveis, acumulativos e permanentes ao estado psíquico, emocional e físico de uma pessoa.




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