sábado, 8 de março de 2014

A ONU EM FAVOR DA DESCRIMINALIZAÇÃO DO USO DE DROGAS




Pelo visto, parece que as únicas pessoas que vêem e reconhecem o uso de drogas entorpecentes e alucinógenas como um risco à saúde pública, à vida psicossocial do individuo e do grupo, e à família, são os familiares e os próprios dependentes químicos que lutam por uma recuperação.

Para estes, a descriminalização do uso de drogas traz em seu significado muito mais do que o discurso sensacionalista e ideológico dos grupos que, de forma organizada, engajada e global, militam pela liberação. Traz no bojo de suas conseqüências o medo como antecipação da angustia do familiar ou dependente ser obrigado ou obrigada a ver o drama da drogadicção consolidado por meio de lei.

Pois é isso o que acontece quando tal questão transforma-se pauta da agenda da ONU.

Em notícia publicada hoje no portal Folha, a ONU já elaborou um documento que apresentará na próxima semana em Viena sugerindo a descriminalização (que se diga: global) das drogas. Leia a notícia completa aqui.

Tal postura da ONU não é uma surpresa. A volumosa soma de milhões investidos por grupos e empresas em forma de doação à ONU para atingir determinado fim, também não deve ser. Foi assim no início do século XX quando a mesma situação acontecia em relação ao Tabagismo e ao alcoolismo nos países desenvolvidos. E os primeiros a lucrar estrondosamente foram os grupos e empresas que apoiaram o uso livre dessas drogas. Já, quem perdeu, foram as milhões de pessoas e famílias que acreditaram no discurso bem intencionado da época.

É preciso que as pessoas, familiares e seus adictos, continuem na luta e no esforço incansável e objetivo da recuperação, superação ou resiliência. Com força, fé, coragem e alegria. Assumindo suas capacidades e potenciais para a própria superação e recuperação. Não deixando-se envolver ou serem dominados por discursos ideológicos, políticos ou sensacionalistas. Mas, desenvolvendo e apoiando atitudes em favor da vida, saudável no ser humano como um todo. Em sua forma biológica, psíquica e social.





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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

AS NOVAS INTERVENÇÕES NO CAMPO DA TOXICOMANIA

Neste artigo a Psicóloga Claudia Fabiana de Jesus reflete sobre as últimas intervenções organizadas no campo da toxicomania e oferece algumas orientações básicas para as referidas ações.

Nos últimos dez anos, têm surgido tentativas de realização de projetos junto aos usuários de drogas na região da Cracolândia, em São Paulo. De quatro anos para cá isso se deu de forma mais intensa. Via de regra, foram intervenções higienistas, autoritárias e focadas nas internações.


No dia 16 de janeiro de 2014, a prefeitura de São Paulo instituiu o programa “Braços Abertos”, que visa o resgate da cidadania e o respeito à autonomia do sujeito. O programa foca no trabalho, na alimentação, na moradia e no tratamento dos dependentes químicos. Assim, busca tirar as pessoas da rua para que elas tenham possibilidades de mudanças. É um programa “de baixa exigibilidade”, não condiciona a inscrição ao abandono da droga, até porque o usuário só larga por vontade própria e quando encontra um sentido para isto. Os usuários de drogas têm seus direitos garantidos enquanto aprendem a lidar com seu vício dentro do contexto que os levaram ao uso. O ponto central não é a repressão, mas, sim, ações em que a autonomia da pessoa seja preservada. Leia o texto completo clicando aqui. 






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sábado, 22 de junho de 2013

Roda Viva com Dr. Ronaldo Laranjeira e D. Mara Menezes




No programa de debates Roda Viva da TV Cultura exibido no dia 20/05/13, o professor da Unifesp e psiquiatra Dr. Ronaldo Laranjeira, falou sobre a política antidrogas brasileira e a epidemia do crack no país. Neste debate D. Mara Menezes foi uma das entrevistadoras e pode através de suas perguntas levantar questões importantes a serem refletidas em relação à dependência química e a família.

Na entrevista Dr. Ronaldo Laranjeira pode falar sobre o Programa Recomeço. Implantado pelo governo estadual, ele pretende ser um programa de recuperação em quatro eixos: prevenção, tratamento clínico, assistencial e de recuperação. O qual buscará financiar comunidades terapêuticas conveniadas ao Governo do Estado em um período de até seis meses, para o tratamento terapêutico de dependentes químicos oriundos de famílias carentes.

Dr. Laranjeira também fala nesta entrevista sobre a questão da situação judiciária dos adictos através da “justiça terapêutica” e sua implantação no Brasil. A qual pretende fornecer aos adictos que em contato com o tráfico ficam a margem da situação de crime, uma transição do sistema judiciário e penal para o sistema de saúde e o respectivo tratamento. Dentre essas e outras questões é debatido também a questão da internação compulsória, sua importância e a necessidade de critérios.

Dona Mara Menezes pergunta sobre a questão da dependência química e sua relação com a família, expondo como a família é afetada pela adicção de um de seus membros e quais as conseqüências disso. Dr. Ronaldo responde a essa e a outras perguntas referentes à família dizendo que a família fica na maioria das vezes deteriorada e que a primeira atitude a ser tomada deve ser a buscar por um auxilio externo: os grupos de ajuda mutua. Grupos de familiares que orientem a família.

O debate é amplo e também trata das questões como: o Cratod em São Paulo e as famílias desesperadas pelo tempo de espera de um mês para o início do tratamento; Qual a eficácia da internação? Quais as outras possibilidades?

Em relação à necessidade de um sistema de tratamento eficaz é discutido o tema da Redução de danos e suas possibilidades. O qual, como destaca Dr. Laranjeira, não deve ser convertido ou confundido com a descriminalização das drogas. Para isso, ele menciona o exemplo do modelo de redução inglês o qual é antes um processo de recuperação e não de descriminalização.

Finalizando o debate, dona Mara de Menezes perguntou ao psiquiatra: o uso esporádico  de drogas pode transformar-se em vício? Assista aos vídeos e veja a resposta.


Os vídeos podem ser vistos aqui, basta digitar na caixa “Busque por palavra-chave” a palavras – Dr. Ronaldo Laranjeira. Confira!


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