domingo, 29 de junho de 2014

Dia Internacional de Combate às Drogas

Uma reflexão sobre o último dia 26 de junho:
Dia Internacional de Combate às Drogas

Por Valmir Dionizio

Alguns de nós podem até imaginar que combater, lutar contra, não é a medida mais eficaz e que o certo mesmo seria um grande sim à vida! Entretanto, palavras são palavras e nenhuma terá sentido se não vier a ação que vivifica. E o Amor-exigente sabe que, para consolidação deste objetivo, o fundamental é darmos as mãos e estarmos unidos, de modo que sempre possamos opinar e decidir sobre as posições a serem tomadas quanto a assuntos de interesse comum.

Estar alerta, apontar soluções a nosso alcance e agir defendendo os interesses da família brasileira, nesta área, é o que assegurará a vitória de nosso ideal. "Sozinhos, estamos perdidos, mas em comunidade encontramos a nossa força". Enfrentando e superando desafios de toda espécie, este trabalho cresce e se fortalece dia-a-dia, recebendo estímulo e apoio realmente motivadores. Todo dia é dia de se combater as drogas, começando consigo mesmo, com exemplos que dignificam o ser humano em primeiro lugar, devemos combater o uso abusivo de drogas licitas, entre elas o tabaco e o álcool, esse sim o verdadeiro vilão da história.

O tráfico não para, não tem dia especifico para "comemorar", não tem hora, vivem 24 horas do dia para a ilegalidade, para o aliciamento de menores, vendendo drogas para uma parte da sociedade carente de amor, com um vazio existencial muito grande, que na falta de espiritualidade, ou de altruísmo, preenche essa lacuna com substâncias que alteram seu humor.

Precisamos sonhar com uma sociedade onde a família, seja de fato o pilar, a base para toda a comunidade, onde os filhos possam ter em seus pais o amparo, o conhecimento e acima de tudo o exemplo de como agir diante das dificuldades e unidos procurar soluções para os problemas enfrentados no cotidiano sem recorrer a substancias que alteram sua personalidade (drogas licitas e ou ilícitas). Carecemos lembrar que nossa sociedade esta em grande parte corrompida, com má distribuição de renda, com desemprego, falta de políticas publicas, com muitos lares desfeitos, com filhos sem pais, filhos sem mães, filhos sem base, sem amor, sem exigência.

Infelizmente assistimos a degradação familiar. Assistimos também, muitas vezes passivos, a escalada da violência domestica, o aumento dos crimes praticados por usuários e por traficantes, o que direta e indiretamente influi na qualidade de vida da coletividade, uma vez que para sustentar o vicio os usuários tendem a cometer atos infracionais, contravenções, crimes, muitas vezes contra o patrimônio, mas também contra a vida humana de terceiros. Isso sem contar com casos de prostituição (até infantil e juvenil) para conseguir a droga maldita.

Convido você que esta lendo este artigo para que conheça o Amor-Exigente, um grupo que auxilia de fato, unindo, organizando, protegendo as relações interpessoais, apresentando uma proposta que atinge pais e filhos e os conduz à busca da sobriedade e de uma melhor qualidade de vida. É isso que, com grande alegria vivenciamos nos grupos do AE. E se quisermos consolidar os objetivos do Dia Internacional de Combate às Drogas, que é também a meta dos grupos de Amor-exigente, devemos ter parceiros.

Parceiros na área jurídica, médico-sanitária e social, para sermos atendidos em todas as nossas necessidades. Enfim, parceiros em órgãos públicos e privados que visam os mesmos ideais do Amor-Exigente para, juntos, alcançarmos um comportamento de verdadeiro respeito por todos, com plena solidariedade e responsabilidade social.


Valmir Dionizio – É voluntário do Amor-exigente.

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sábado, 8 de março de 2014

A ONU EM FAVOR DA DESCRIMINALIZAÇÃO DO USO DE DROGAS




Pelo visto, parece que as únicas pessoas que vêem e reconhecem o uso de drogas entorpecentes e alucinógenas como um risco à saúde pública, à vida psicossocial do individuo e do grupo, e à família, são os familiares e os próprios dependentes químicos que lutam por uma recuperação.

Para estes, a descriminalização do uso de drogas traz em seu significado muito mais do que o discurso sensacionalista e ideológico dos grupos que, de forma organizada, engajada e global, militam pela liberação. Traz no bojo de suas conseqüências o medo como antecipação da angustia do familiar ou dependente ser obrigado ou obrigada a ver o drama da drogadicção consolidado por meio de lei.

Pois é isso o que acontece quando tal questão transforma-se pauta da agenda da ONU.

Em notícia publicada hoje no portal Folha, a ONU já elaborou um documento que apresentará na próxima semana em Viena sugerindo a descriminalização (que se diga: global) das drogas. Leia a notícia completa aqui.

Tal postura da ONU não é uma surpresa. A volumosa soma de milhões investidos por grupos e empresas em forma de doação à ONU para atingir determinado fim, também não deve ser. Foi assim no início do século XX quando a mesma situação acontecia em relação ao Tabagismo e ao alcoolismo nos países desenvolvidos. E os primeiros a lucrar estrondosamente foram os grupos e empresas que apoiaram o uso livre dessas drogas. Já, quem perdeu, foram as milhões de pessoas e famílias que acreditaram no discurso bem intencionado da época.

É preciso que as pessoas, familiares e seus adictos, continuem na luta e no esforço incansável e objetivo da recuperação, superação ou resiliência. Com força, fé, coragem e alegria. Assumindo suas capacidades e potenciais para a própria superação e recuperação. Não deixando-se envolver ou serem dominados por discursos ideológicos, políticos ou sensacionalistas. Mas, desenvolvendo e apoiando atitudes em favor da vida, saudável no ser humano como um todo. Em sua forma biológica, psíquica e social.





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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

As atuais dificuldades no enfrentamento ao Crack

Em debate realizado na Globo News, feito pelo entrevistador Alexandre Garcia, o Deputado e médico Dr. Osmar Terra e o Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Dr. Antonio Geraldo da Silva, foram verificadas algumas dificuldades no enfrentamento ao uso do crack e da maconha no Brasil.

Dois anos após o lançamento do programa – Crack, é possível vencer (clique aqui para conhecermais do programa) organizado pelo governo federal, o Brasil ainda conta quase 3 milhões de usuários da droga nas principais capitais.  

Dinheiro somente não basta. Lembra os entrevistados. Disposição e vontade o governo e outros setores envolvidos também têm. Porém, a maior oposição ao programa parte de alguns setores da Saúde e Justiça os quais sob a bandeira ideológica da liberação das drogas, se posicionam contra o programa.

Outro fator agravante é a questão do tráfico entrante pelas fronteiras. Foi destacado que o Brasil é único país com fronteira aberta com os três únicos e maiores produtores de cocaína do mundo.

Os entrevistados  também comentaram a respeito do bom exemplo de países de primeiro mundo como a Suécia e Japão, os quais experimentaram a dura realidade de descriminalização  e voltaram atrás, enfrentando o problema com prevenção, investimento, educação e rejeição de qualquer forma de uso e venda da droga.








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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Maconha faz mal sim!




O atual liberalismo em torno do consumo da droga está em descompasso com as pesquisas médicas mais recentes. As seqüelas cerebrais são duradouras, sobretudo quando o uso se dá na adolescência. É o que afirma uma das mais abrangentes reportagens feita pela Revista Veja, em torno desse tema e que ocupa a reportagem especial da última edição da Revista (2293).

Conforme análise feita pela jornalista Adriana Dias Lopes: “Hoje ainda, até o final do dia, 1 milhão de brasileiros, terão fumado maconha. A maioria dessas pessoas está plenamente convencida de que a droga não faz mal. Elas conseguem trabalhar, estudar, namorar, dirigir, ler um livro, cuidar dos filhos... com uma naturalidade tal que nem parece ser um comportamento definido como crime pela lei brasileira”

No entanto, Adriana afirma que “Na contramão da liberalidade oficial, legal e até social com o uso da maconha, a ciência médica vem produzindo provas cada dia mais eloqüentes de que a fumaça da maconha faz muito mal a saúde (...) Aquele cartazes das marchas que afirmam que ‘maconha faz menos mal do que álcool e cigarro’ são frutos de percepções disseminadas por usuários, e não o resultado de pesquisas científicas incontrastáveis”.

Clique aqui, para acessar a versão digital contendo a reportagem completa. Para isso, desative seu bloqueador de pop-up do seu navegador e no portal do acervo digital, selecione o ano de 2012 e a edição do dia 31/10/12.


Abaixo, segue algumas imagens de alguns pontos de destaque da reportagem. Para ampliá-las, clique sobre a imagem. 














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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Manter o caráter de grupo leigo e voluntário




8º Princípio Ético

Para inaugurar a série de postagens de nosso Blog, temos o privilégio de refletir sobre a entrevista cedida por nosso Coordenador e amigo, Fernando Antunes Lima; por ocasião das reflexões feitas no mês de Agosto, sob o tema do oitavo princípio ético institucional: ‘Manter o caráter de grupo leigo e voluntário’.

Fernando é o nosso Coordenador do grupo Pinda, e também Suplente da Regional do Amor-Exigente no Vale do Paraíba/SP. Nesta entrevista, ele fala sobre a importância do 8º Princípio Ético de AE. Confira!

(Revista Amor-Exigente) O que ensina aos pais o 8º Princípio Ético de AE?

(Fernando Antunes lima) Para nós pais, este Princípio Ético vem  mostrar a importância  da cooperação voluntária, e não obrigada,  nas tarefas familiares. A cooperação é importante  para uma relação saudável, tornando uma família mais feliz, mais unida  e consequentemente uma sociedade melhor.

RAE - Como aplicar este Princípio no dia a dia?
FAL - No dia a dia devemos estar sempre nos policiando, principalmente nas reuniões,  para que a nossa formação profissional não interfira em nossa condição  de leigo e voluntário. Devemos nos colocar na mesma condição de igualdade para  que um possa ajudar o outro, mutuamente.

RAE -  Qual a sua experiência pessoal com este Princípio?
FAL - A experiência pessoal adquirida nestes oito anos de Amor-Exigente  foi de grande importância na minha vida,  me fez ver  algo que não tinha percebido antes, (talvez por egoísmo ou falta de empatia); o sofrimento, a dor, a alegria, a felicidade, são muito democráticos; não escolhem raças, não escolhem credos e nem classes sociais. Todas as pessoas sentem as mesmas coisas. Somos todos diferentes, mas, ao mesmo tempo iguais em nossas angústias e ansiedades.

RAE - Por que no grupo é importante manter o caráter leigo e voluntário?
FAL - O caráter leigo no grupo é muito importante   para que as pessoas sintam que estamos todos no mesmo barco remando para o mesmo lado, um emprestando o ombro ao outro sem julgamentos ou preconceitos. Todos têm problemas similares e assim podemos nos ajudar mutuamente. Devemos nos conscientizar de que somos leigos, mas muito competentes, estudiosos, atualizados e experientes  para lidar com o sofrimento humano. O caráter voluntário é importante pela sua característica de ser um conjunto de ações de interesse social e comunitário, ajudando quem precisa, contribuindo para uma sociedade mais justa e mais solidária, sem qualquer remuneração, mas, muito gratificante; ganhamos qualidade de vida, somos livres, servidores a serviço do bem e da vida. O trabalho voluntário é exercido de forma compromissada e séria, muitas vezes, necessitando de especialização, conhecimento de causa e profissionalismo naquilo que se propôs a voluntariar.

RAE - O que representa o caráter cooperativo e voluntário na família?
FAL - A cooperação  na família  é uma ação onde todos trabalham em benefício de todos proporcionando harmonia familiar,  respeitando os limites de cada um, a disciplina da casa, as regras do grupo e sabendo a responsabilidade de cada um.

RAE - Qual a importância dos Princípios Éticos no trabalho de AE?
FAL -  Os Princípios Éticos são meios orientadores para lidar com os Princípios Básicos no sentido de direção, organização, respeito a regras e normas,  comprometimento e fidelidade  com o programa. Mostram-nos de maneira responsável e ética,  o caminho para ações comportamentais, sem perder o foco da  proposta da Federação de Amor-Exigente, consolidada há 27 anos.

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