terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Pais também são gente


Estamos assistindo, de norte a sul, no nosso Brasil, ao comportamento violento e autodestrutivo alastrar-se entre os jovens.

Isso independe da idade, da raça, da religião, do nível de educação ou da situação financeira. Os desajustes e a inadequação tornam-se uma realidade crescente em nossa sociedade.

Os pais pensavam que, se criassem bem os seus filhos, amando-os e dando-lhes o melhor, tudo daria certo. Pensavam que apenas crianças abandonadas ou filhos negligenciados teriam problemas. Infelizmente, não é assim. Por isso, acreditamos na necessidade de os pais estarem sempre atualizados e bem informados. É importante saber tudo sobre drogas (lícitas e ilícitas), sobre o perigo que representam tanto para os filhos como para os pais.

Sabemos que os pais amam os filhos de verdade. Nem sempre, porém, esse amor é suficiente para dar-lhes alegria, pois, a partir do momento que crescem, os filhos começam a exigir mil coisas, rejeitando a presença, a orientação e até o amor dos pais. Reclamam independência, mas não assumem responsabilidades. E assim, muitas vezes, os pais sentem-se frustrados, nada orgulhos de sua condição.

No entanto, nada disso é maldição pessoal: são problemas das últimas décadas. Todos se sentem meios perdidos, meios desamparados.

O Amor-Exigente que e pode ajudar.
Vamos refletir, questionar, tomar posição!

Participe dos grupos de Amor-Exigente mais próximo de você e venha conosco somar forças e ferramentas, para superar, tais dificuldades e ainda outras, que podem surgir na dinâmica entre pais e filhos.

Neste mês de Fevereiro, estamos refletindo sobre o 2º princípio básico que diz: Pais também são gente. Venha refletir conosco.

A reflexão acima foi extraída do livro ‘O que é Amor-Exigente: respostas para pais e filhos’, Edições Loyola, 39º edição, 2009. 

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sábado, 26 de janeiro de 2013

Pais diante de filhos envolvidos com substâncias psicoativas


Por Claudia F. J.   clafaje@hotmail.com
Psicóloga e Mestre em Psicologia da Saúde.

Descobrir que o(a) filho(a) está fazendo uso de drogas faz com que os pais percam o chão. Esta verdade desvelada faz com que os pais tenham que encarar uma certa realidade. Uma realidade que traz sofrimento, medo, incertezas, dúvidas, culpa, raiva, decepção e tantos outros sentimentos. Os pais não sabem o que fazer. Percebe-se que os pais não estão preparados para lidar com esta realidade ou esta verdade. Assim, é necessária uma busca da qual, não se desejaria buscar. Uma busca de aceitação, de enfrentamento, de aprendizagens, de reflexão da própria dinâmica familiar; uma busca da representação dos papéis de pai, mãe, da figura de autoridade e, entre outros, uma busca da reformulação dos próprios valores éticos e morais.

Filhos aprendem com os pais. Mas, os pais também aprendem com os filhos. Toda crise traz em si o desejo de superação. Os pais passam por crises quando os filhos estão envolvidos com drogas. Esta crise pode se manter , ou, ser superada. A superação requer mudanças. Os pais aprendem a mudar. Não há receitas mágicas ou respostas prontas para esta superação. Até deve haver quem diga, mas, acredito numa construção subjetiva que irá ser remodelada, reformulada no cotidiano.
Há uma imensa diferença no processo do que fazer quando o filho está disposto a buscar a abstinência das drogas, e a busca de tratamento para modificar a própria vida do filho que não está disposto a ficar sem o uso da substância psicoativa. Porém, ambos os pais precisam mudar. È saudável a busca pela mudança, seja qual for a decisão do(a) filho(a).

Os pais se sentem perdidos nesta verdade desvelada. Muitas vezes agem de forma negativa, destrutiva, ou de forma pessimista. È fundamental o desejo dos pais na busca por uma superação. È fundamental os pais cuidarem de si para redirecionar as escolhas feitas no cotidiano. Acredito na importância da abertura dos pais para enfrentarem os próprios sentimentos e trilhar novos rumos para uma realidade mais saudável e uma convivência com qualidade.

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